AS MULHERES

Quando a Votorantim fora comprada por Antonio Pereira Ignacio, a empresa estava passando por um período complicado que envolvia dificuldades financeiras e o trato com o operariado da fábrica que estava em greve. Em suas pautas de reivindicações, entre outros assuntos, estava a equiparação de salários entre homens e mulheres de mesma função – mostrando assim a importância da mulher como força de trabalho já no início do século XX. Dados históricos apontam que da mulher vinham quase 60% da força de trabalho nas incipientes indústrias do país.

Seção de teares da Fábrica de Tecidos Votorantim, s. d.

Não podemos esquecer que no início do século XX, o Brasil era um país que recentemente tinha alcançado o status de república, vindo de uma experiência imperial com forte apoio no trabalho escravo. Com isso, pouca ou nenhuma regularização, no que tangia o trabalho, existia no país.

Após o acordo de greve, subsequentes melhorias nas condições na fábrica refletiram na produção da fábrica e evolução do setor. Em poucos anos, a Votorantim atingiu o posto de principal firma têxtil do Estado de São Paulo e uma das maiores do Brasil, ficando em segundo lugar quanto ao montante de capital investido e produção – e as mulheres operárias da Votorantim foram fundamentais para este feito.

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Seção de teares da Fábrica de Tecidos Votorantim, década de 1930

EQUIPARAÇÃO SALARIAL

No documento histórico a seguir, parte integrante do acervo do Memória Votorantim, temos o acordo de greve assinado pela Votorantim com seus operários, garantindo entre outros direitos, a equiparação salarial entre homem e mulher de mesma função.

Acordo de greve, 21 de maio de 1919

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A Votorantim e o mundo da moda

A Votorantim enquanto uma das principais produtoras de tecidos do país, patrocinou em 1958 a FENIT – Feira Nacional da Indústria Têxtil. A feira foi o primeiro passo rumo à popularização dos desfiles de moda no país. As imagens abaixo mostram os desfiles da 5ª edição da feira, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.